sexta-feira, 4 de novembro de 2011

""Aquele que luta contra nós fortalece nossos nervos, e aprimora nossas habilidades. Nosso inimigo é nosso auxiliador." [ Robert Burton ]

"Aos homens honestos, aos brasileiros sinceros, aos patriotas de fato é que 
falo, para que analisem tal assunto com frieza."

Padrões de discurso podem denunciar psicopatas
Estudo da Universidade Cornell
02 Novembro 2011



Os psicopatas são conhecidos por serem astutos e manipuladores, mas mesmo assim, podem ser traídos inconscientemente, de acordo com cientistas que têm observado os padrões da fala de assassinos condenados e como estes descreveram os seus crimes.

Cientistas da Universidade Cornell, EUA, entrevistaram 52 presos condenados por homicídio, sendo que 14 deles foram classificados como psicopatas, de acordo com o Psychopathy Checklist-Revised, uma avaliação de 20 itens onde lhes era pedido para descreverem os crimes em pormenor.

Usando programas de computador para analisar o que diziam os criminosos, os investigadores verificaram que aqueles que foram classificados como psicopatas mostraram falta de emoção, falavam em termos de causa e efeito ao descreverem os crimes, e concentraram a sua atenção nas necessidades básicas, como alimentação, bebida e dinheiro. Também usaram frases conjugadas no passado mais do que os outros presos e mais interjeições.

O uso do verbo no passado pode ser um indicador de distanciamento psicológico, sendo que as interjeições são-lhes necessárias dado precisarem de mais tempo para pensar sobre o que estão a dizer, servindo de “uma aparente máscara de sanidade”.

Segundo os cientistas, os psicopatas parecem ver o mundo e os outros instrumentalmente, aponta a equipa.

Tal como era espectável, a linguagem usada pelos psicopatas continha mais palavras como conjunções subordinativas. Estas palavras, incluindo "porque" e "para que" estão associadas a declarações de causa e efeito. "Esse padrão sugere que os psicopatas eram mais propensos a ver o crime como o resultado lógico de um plano (algo que “tinha" de ser feito para alcançar um objectivo) ", escrevem os autores.

Enquanto a maioria de nós responde a necessidades de alto nível, tais como família, religião ou espiritualidade, e auto-estima, os psicopatas permanecem ocupados com as necessidades básicas. A análise revelou que, em comparação com os criminosos sem psicopatia, os psicopatas usavam cerca de duas vezes mais palavras relacionadas com as necessidades fisiológicas e de auto preservação, inclusive comer, beber e recursos monetários.

Este tipo de ferramenta poderá ser muito útil para as investigações policiais, inclusive através da análise de mensagens escritas nos novos meios de comunicação.

ALERT Life Sciences Computing, S.A





Este blog nasceu fazendo crítica e denúncia em 2006, transformado pelo amor de Cristo em 2011.

Mentes perigosas - o psicopata mora ao lado.

Lendo as notícias diárias fico ciente não só das ocorrências do dia mas também do progresso e da degradação da raça humana, e olha aí que vamos de mal a pior. E foi nestas leituras que descobri um livro, penso eu, o melhor do ano. O livro chama-se "Mentes perigosas" - o psicopata mora ao lado, da escritora Ana Beatriz Barbosa Silva. Veja trecho do livro abaixo e explicações sobre este trabalho de psiquiatria que me encantou:




Normalmente a psicopatia é associada a pessoas violentas, com aparência de assassinas e que podem ser facilmente identificadas. Mas, diferentemente do que se costuma acreditar, psicopatas, em sua grande maioria, não são necessariamente assassinos. Em Mentes Perigosas, a médica psiquiatra Ana Beatriz B. Silva alerta para o fato de que os psicopatas podem permanecer por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos. “Eles Transitam tranqüilamente pelas ruas, cruzam nossos caminhos, freqüentam as mesmas festas, dividem o mesmo teto, dormem na mesma cama... Apesar de mais de vinte anos de profissão, ainda fico muito surpresa e sensibilizada com a quantidade de pacientes que me procuram com suas vidas arruinadas, totalmente em frangalhos, alvejadas por esses seres”, diz ela.

Segundo a autora, os psicopatas são 4% da população: 3% são homens e 1% mulher. Ou seja, a cada 25 pessoas, uma é psicopata. E como seus atos criminosos não provêm de mentes adoecidas, mas sim de um raciocínio frio e calculista combinado com uma total incapacidade de tratar as outras pessoas como seres humanos, eles não são considerados loucos, não sofrem de alucinação ou apresentam sofrimento mental. Vivem incógnitos, em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria das outras pessoas. Apenas em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Em sua grande maioria, eles não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns. No entanto, são desprovidos de consciência e, portanto, destituídos do senso de responsabilidade ética, que é a base essencial das relações emocionais. “Sei que é difícil de acreditar, mas algumas pessoas nunca experimentaram ou jamais experimentarão a inquietude mental, ou o menor sentimento de culpa ou remorso por desapontar, magoar, enganar ou até mesmo tirar a vida de alguém. Admitir que existem criaturas com essa natureza é quase uma rendição ao fato de que o ‘mal’ habita entre nós, lado a lado, cara a cara”, explica a autora.


Ana Beatriz alerta no livro para o poder destrutivo dos psicopatas, que manipuladores, perversos e desprovidos de culpa, remorso ou arrependimento, são capazes de passar por cima de qualquer pessoa para satisfazer seus próprios interesses: “Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas [em sua maioria] não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloqüentes, ‘inteligentes’, envolventes e sedutores, não costumam levantar a menor suspeita de quem realmente são. Podemos encontrá-los disfarçados de religiosos, bons políticos, bons amantes, bons amigos. Visam apenas benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade”.
Segundo o psiquiatra canadense Robert Hare, uma das maiores autoridades sobre o assunto, os psicopatas têm total ciência dos seus atos - a parte cognitiva ou racional é perfeita -, ou seja, sabem perfeitamente que estão infringindo regras sociais e por que estão fazendo. O déficit deles está no campo dos afetos e das emoções. Assim, para eles, tanto faz ferir, maltratar ou até matar alguém que atravessa o seu caminho ou os seus interesses, mesmo que esse alguém faça parte de seu convívio íntimo. Esses comportamentos desprezíveis são resultados de uma escolha exercida de forma livre e sem qualquer culpa. A mais evidente expressão da psicopatia envolve a flagrante violação criminosa das regras sociais - eles sabem perfeitamente o que estão fazendo. Quanto aos sentimentos, porém, são absolutamente deficitários, pobres, ausentes de afeto e de profundidade emocional: “Assim, concordo plenamente quando alguns autores dizem, de forma metafórica, que os psicopatas entendem a letra de uma canção, mas são incapazes de compreender a melodia”, esclarece a psiquiatra.
Então...vocês já sabem de quem estou falando...
Editado pela Fontamar - Objetiva - tem 224 páginas.