sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar.


Será que um homem que ama o seu Senhor estaria disposto a ver Jesus vestindo uma coroa de espinhos, enquanto ele mesmo almeja uma coroa de louros? Haveria Jesus de ascender ao trono por meio da cruz, enquanto nós esperamos ser conduzidos para lá nos ombros das multidões, em meio a aplausos? Não seja tão fútil em sua imaginação. Avalie o preço; e, se você não estiver disposto a carregar a cruz de Cristo, volte à sua fazenda ou ao seu negócio e tire deles o máximo que puder, mas permita-me sussurrar em seus ouvidos: Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? 




AMBIÇÃO E ÉTICA.....................





Ambição é tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções para o novo milênio. As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça
ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora. A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como viajar
pelo mundo. No fim da viagem você estará de volta à estaca zero quanto ao dinheiro, mas terá cumprido sua ambição.
As pessoas mais infelizes que eu conheço são as mais ricas. Quanto mais rico, mais infeliz. Nunca me esqueço de um comentário de uma copeira, na casa de um empresário arquimilionário, que cochichava para a cozinheira: "Todas as festas de rico são tão chatas como esta?" "Sim, todas, sem exceção", foi a resposta da cozinheira.
De fato, ninguém estava cantando em volta de um violão. Os homens estavam em pé numa roda falando de dinheiro, e as mulheres numa outra roda conversavam sobre não sei o que, porque eu sempre fico preso na roda dos homens falando de dinheiro.
Não há nada de errado em ser ambicioso na vida, muito menos em ter "grandes" ambições. As pessoas mais ambiciosas que conheço não são os pontocom que querem fazer um IPO (sigla de oferta pública inicial de ações) em Nova York. São os líderes de entidades beneficentes do Brasil, que querem "acabar com a pobreza do mundo" ou "eliminar a corrupção do Brasil". Esses, sim, são projetos ambiciosos.
Já ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição. A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética. Se o filho colou na prova, não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior.
Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição. Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas pouco sobre ética. Não conheço ninguém que tenha sido expulso da faculdade por ter colado do colega. "Ajudar" os outros, e nossos colegas, faz parte de nossa "ética". Não colar dos outros, infelizmente, não faz.
O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário. Por quê? Dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos. Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição. Monica Levinski, uma insignificante estagiária na Casa Branca, colocou a ambição na frente da ética, e tirou o Partido Democrata do poder, numa eleição praticamente ganha, pelo enorme sucesso da economia na sua gestão.
Definir cedo o comportamento ético pode ser a tarefa mais importante da vida, especialmente se você pretende ser um estagiário. Nunca me esqueço de um almoço, há 25 anos, com um importante empresário do setor eletrônico. Ele começou a chorar no meio do almoço, algo incomum entre empresários, e eu não conseguia imaginar o que eu havia dito de errado. O caso, na realidade, era pessoal: sua filha se casaria no dia seguinte, e ele se dera conta de que não a conhecia, praticamente. Aquele choro me marcou profundamente e se tornou logo cedo parte da ética na minha vida: nunca colocar minha ambição na frente da minha família.
Defina sua ética quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem de preceder à sua ambição.
(Autor desconhecido)



coronelismo é a manifestação do poder privado - dos senhores de terra - que coexiste com um regime político de extensa base representativa. Refere-se basicamente a estrutura agrária que fornecia as bases de sustentação do poder privado no interior do Brasil, um país essencialmente agrícola.
Definido como um compromisso, uma troca de proveitos entre o Poder Publico, progressivamente fortalecido, e a decadente influencia social dos chefes locais, notadamente dos senhores de terras. A força dos coronéis provinha dos serviços que prestavam ao chefe do Executivo, para preparar seu sucessor nas eleições, e aos membros do Legislativo, fornecendo-lhes votos e assim ensejando sua permanecia em novos pleitos, o que tornava fictícia a representação popular, em virtude do voto "manipulado".
Certas atribuições, tais como eleger o governador e o prefeito, criar certos impostos, foram retiradas do poder central e transferidas para os estados e municípios. Essa descentralização, introduzida pela República, fortaleceu o poder local.
Os grandes fazendeiros interferiam violentamente nas eleições.
Esses grandes fazendeiros eram chamados de coronéis e seu sistema de dominação, o coronelismo, cujo papel principal cabia aos coronéis.
Os coronéis acabaram assumindo um grande poder. O coronel era, sobretudo uma figura local, exercendo influencia nas cidades menores, mais afastadas e sua imediações.
Nessas localidades, aonde não chegava a influencia do Estado, certas funções publicas, tais como policia, justiça e outras passaram a ser exercida de forma privada, pelos coronéis. Mesmo que no município existissem os delegados, o juiz, prefeito, essas autoridades, encontravam-se submetidas ao seu poder.
coronel tinha de mandar e ser obedecido, era a pratica do "mandonismo local".
Esse poder decorria de sua condição de grande proprietário, e era proporcional à quantidade de terras que possuía. Quanto mais terra, maior era o numero de pessoas que dependia do coronel.
Estabeleceu-se uma relação de dominação pessoal do "coronel" sobre seus dependentes. Quando se perguntava a alguém: "Quem é você?", a reposta era: "Sou gente do coronel fulano". Essas pessoas constituíam a clientela do "coronel".
Havia milhares de coronéis espalhados pelos municípios brasileiros. Nem todos os coronéis tinham o mesmo poder de influencia, nem todos eram amigos entre si.
Na disputa pelo poder era comum explodir lutas sangrentas entre bandos de jagunços de coronéis adversários. Ao final, o coronel mais poderoso e violento acabava por se impor na região em disputa.
O coronel mais importante estabelecia alianças com outros fazendeiros para eleger o governador do estado.
Os coronéis alem de manipular os votos através do voto de cabresto, utilizavam muitas fraudes para ganhar as eleições. Exemplos: documentos eram falsificados para que menores analfabetos pudessem votar; pessoas que já tinham morrido eram escritas como eleitores; urnas eram violadas e votos adulterados; muitas artimanhas eram feitas na contagem de votos.
A força do coronelismo era maior nas regiões mais atrasadas, porque nesses lugares a população não encontrava ou encontrava poucas possibilidades de viver fora da agricultura. Nas regiões mais urbanizadas a população ganhava mais independência política que podia encontrar empregos no comercio e na industria.
São resultantes desse compromisso algumas características do sistema Coronelista que ainda perduram em nosso país: o mandonismo, o filhotismo, o nepotismo, o falseamento do voto e a desorganização dos serviços locais.
Nas ultimas décadas do século, a população rural correu para as cidades, atraída inicialmente pelo processo de industrialização e deixou de usar a enxada como instrumento de trabalho, a relação entre o coronel e o voto de cabresto parece sobreviver sob novas formas diversificadas de "coronelismo" no Brasil urbano.
A relação de reciprocidade ganha novos contornos e amplia a sua esfera para outras arenas: a vaga na escola só é concedida pelo vereador - a rede de água e esgoto ou a instalação elétrica compete ao deputado estadual; e os investimentos em transporte ou pólos de desenvolvimento ficam com os deputados federais e os senadores.
As políticas públicas acabam sempre privatizadas pelas verbas distribuídas diretamente aos parlamentares, pela contratação de cabos eleitorais para assumir funções nobres em órgãos públicos ou pelos "currais comunitários" desenvolvidos pelos "coronéis modernos".



The White House, Washington
Good evening,
I'm writing to tell you that all US troops will return home from Iraq by the end of December. After nearly nine years, the American war in Iraq will end. Our servicemen and women will be with their families for the holidays.
The war in Iraq came with tremendous cost. More than a million Americans served in Iraq, and nearly 4,500 gave their lives in service to the rest of us. Today, as always, we honor these patriots.
When I came into office, I pledged to bring the war in Iraq to a responsible end. As Commander in Chief, I ended our combat mission last year and pledged to keep our commitment to remove all our troops by the end of 2011. To date, we’ve removed more than 100,000 troops from Iraq.
This is a significant moment in our history. For more information, including video, please visit WhiteHouse.gov/BringingTroopsHome.

The end of the war in Iraq reflects a larger trend. The wars of the past decade are drawing to a close.
As we have removed troops from Iraq, we have refocused our fight against al Qaeda and secured major victories in taking out its leadership–including Osama bin Laden. And we’ve begun a transition in Afghanistan.
On the first day of my Administration, roughly 180,000 troops were deployed in Iraq and Afghanistan. By the end of this year that number will be cut in half, and we’ll continue to draw it down.
As we welcome home our newest veterans, we’ll enlist their talents in meeting our greatest challenges as a nation—restoring our economic strength at home. Because after a decade of war, the nation that we need to build is our own.
Today the United States moves forward, from a position of strength. 
Thank you,
President Barack Obama


Eu sou o resultado de seus próprios atos, herdeiros de atos; atos são a matriz que me trouxe, os atos são o meu parentesco; os atos recaem sobre mim; qualquer ato que eu realize, bom ou mal, eu dele herdarei. Eis em que deve sempre refletir todo o homem e toda mulher.



Delinquência.....


O que forma um delinqüente?
A resposta mais fácil e mais rápida é afirmar que os delinqüentes surgem do meio da pobreza. Mas essa seria uma forma meio preconceituosa e generalizadora. Seria o mesmo que dizer que o fato de alguém ser pobre implica em ser delinqüente E isso não é verdade. Da mesma forma que existem pobres embandidados existem ricos que roubam, matam, corrompem e são corruptos. A delinqüência, portanto não é inerente à condição de pobreza em que se encontra o homem.
Então permanece a pergunta: O que faz nascer o delinqüente, onde começa a se separar o bandido do bom cidadão?
Pode-se apresentar uma explicação sócio-psicológica, afirmando que são as circunstâncias em que vive a pessoa que a levam a ser uma pessoa decente ou um mau caráter. Assim sendo poderia se aprofundar a afirmação dizendo que o ser humano nem é bom nem é mau. Ele é um ser em construção. Conseqüentemente é no processo de construção de sua personalidade e de sua estruturação social que o ser humano se forma como bom cidadão ou como bandido.
Entretanto essa parece ser uma visão limitada. Dizer que o homem é fruto do meio é dizer muito pouco. Ou, pior ainda, é afirmar a impossibilidade de autodeterminação, a liberdade, o livre arbítrio. Admitindo esse determinismo estaria se negando a capacidade e condição de escolha. E, com isso corre-se o risco de negar a condição humana do homem! Pois uma das características essenciais do homem é sua capacidade de escolher.
Duas afirmações sobre como se forma o bandido ou um mau caráter já foram refutadas. Mas ainda não se respondeu ao problema colocado inicialmente. Como se forma um delinqüente? Como nasce o bandido?
E aqui não se está querendo dizer que bandido é só o assaltante, o traficante. Nem se está querendo referir somente aos pequenos delinqüentes, aos pequenos bandidos. Estamos falando, também, e principalmente, dos grandes bandidos. Daqueles que matam aos milhares, nas filas dos hospitais, quando desviam verbas da saúde pública, por exemplo; dos que roubam nas licitações fraudadas, numa obra pública superfaturada, na sinalização de trânsito mal feita.... Esses bandidos matam ou roubam sem fazer contato físico ou visual com a vítima. E isso o diferencia do pequeno bandido. Mesmo por que os pequenos, em geral são movidos pela necessidade e pela facilidade. Como têm necessidade de sobreviver e, nem sempre possuem um trabalho digno e dignificante, lhes parece mais fácil sobreviver da delinqüência. E, neste caso, são as circunstâncias sócio-econômicas que produzem esse tipo de delinqüente. E, neste caso, o meio interfere. Além disso, neste caso, a liberdade de escolha é bastante limitada: ou se escolhe viver honestamente, mas de forma penosa, ou se escolhe viver um pouco melhor, mas de forma perigosa, na delinqüência, com os riscos inerentes à atividade.
Com essa visão, em relação às pequenas delinqüências estaríamos falando não de maldades, mas de atos de sobrevivência. Essa delinqüência é conseqüência do lado animal que está presente no homem. Não o animal racional, mas o animal instintivo... e com isso já imprimiríamos um novo ritmo à reflexão e à nosso compreensão dessa realidade: a delinqüência. O delinqüente está animalizado.
Assim sendo, vamos refletir por etapas e nos perguntar: Primeiro: o que é ser delinqüente?
Aqui, em nosso bate papo, não precisamos nem de dicionáriopara sabermos a resposta. Aqui entre nós, nós sabemos que delinqüente é aquele que age à margem ou fora da lei. É aquele que pratica alguma maldade e, de alguma forma, sobrevive dela.
O que age fora da lei, ou à margem dela é por que, de alguma forma não quer se sujeitar a elas. Ou por considerá-la inadequada, ou por considerá-la pesada, ou restritiva ou por algum outro motivo. Refuta, portanto o grupo social circundante, que cria a lei ou a norma. E refuta por que o grupo não lhe é conveniente. O grupo está se impondo e se sobrepondo ao indivíduo e ele reage agindo fora da lei. E veja que nem mencionamos justiça, pois pode acontecer de, em alguns casos, agir fora da lei ser uma forma de fazer justiça.
Podemos, também, dizer que delinqüente é a pessoa que pratica atos maldosos. E, também aqui para nosso papo podemos dizer que quem pratica atos maldosos é por que é mau; tem tendência à maldade. E, podemos acrescentar, essa é uma das características, marcantes, do ser humano: ser mau.

E aqui, talvez, tenhamos chegado a um ponto crucial da questão. Talvez tenhamos chegado ao ponto em que se tenha que perguntar sobre a essência do comportamento humano e se formos buscar uma resposta para esse comportamento essencial chegaremos à essência maldosa. E descobriremos que o homem age por instinto maldoso. Além dos critérios racionais, além dos critérios sociais, além dos instintos animais, o homem é mau.
Podemos dizer, dessa forma, que a origem da delinqüência é a essência má do ser humano. Ou seja, nós, eu e você, somos maldosos. E se não somos explicitamente delinqüentes é por que nossas ações más ainda não foram percebidas. Nós, maldosamente, praticamos nossas maldades às escondidas. Por sermos maldosos, somos também dissimulados e escondidos aguardando o momento de darmos o bote.
Podemos até ficar indignados ao vermos outros sofrendo ou praticando alguma maldade. Mas quando chega nossa vez...
Você pode até não concordar comigo... mas você tem coragem de se olhar no espelho?



Bases Psicodinâmicas da Delinqüência


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Os estudiosos da conduta delituosa, conforme o enfoque predominante psicológico ou sociológico, tendem a enfatizar, de modo exclusivo, a importância decisiva do seu ponto de vista. Entretanto, creio que não se deva fazer, desse aspecto do estudo do homem, questão fechada, em nenhum sentido. De tal forma, junto ao que ficou dito acima a influência perturbadora que exercem determinados fatores ambientais sobre o desenvolvimento das aptidões para lidar com o semelhante.
O ato delituoso resultará de a pessoa delinqüente se encontrar, como o suicida, em meio a uma crise? A crise consistiria numa tensão emocional que tão só no ato criminoso encontrasse sua válvula de escape específica?
Se é verdade, como afirma Dostoiévski, que "na consciência dos criminosos há um fundo ignorado de bondade e de justiça", o ato delituoso deve estar muitas vezes impregnado de ambivalência, expressando-se na impossibilidade do crime perfeito. Baseados neste fator ideal e nos sentidos de culpa, que por ventura existem, é que se pode esperar, de alguns casos, a recuperação. São indivíduos que odeiam, porque foram envenenados de ódio desde pequenos, mas que também querem amar. Aí, nesse recôndito, talvez se esconda o fundo ignorado de bondade e de justiça. O crime seria, nalguns casos, a dramatização do extremo desespero a que pode arrastar o estado anímico de carência. O criminoso, à medida que reincide no delito, vai se fixando nessa técnica de alívio da angústia.
Clinicamente, o ato de delinqüir, nas suas diferentes gradações de gravidade, corresponderia às múltiplas formas dos equivalentes epilépticos até a brutal descarga da grande crise.
Também, às vezes, a conduta delinqüente pode ser a manifestação de um propósito de chamar a atenção dos demais para fugir da vala comum do anonimato e desses casos o sentimento destrutivo predominante seria a inveja. Algo semelhante ocorre em certas condutas suicidas exibicionaistas e fracassadas. Nesses casos, devemos supor, há um desejo de obter ajuda.
'As vezes uma mensagem desse teor nos chega cifrada, através da análise e da psicoterapia analítica de psicopatas não propriamente delituosos.
As características psicológicas profundas da delinqüência estão catalogadas, hoje, graças às investigações de autores muito sérios.
Os menores delinqüentes, por exemplo, raramente apresentam sintomas neuróticos. São de manejo difícil, mas procuram conquistar a atenção e os sentimentos de pena dos circunstantes, assim como só excepcionalmente apresentam dificuldade de aprendizagem escolar em relação a certas matérias, o que, no entanto é freqüente, nas crianças neuróticas, devido à inibição intelectual de causa afetiva. O que lhes é comum, a menores neuróticos e menores delinqüentes, é a instabilidade da atenção. Conseqüentemente, atrasam-se na escola. O menor delinqüente devaneia menos, pois está dominado pelas tendências a dramatizar suas fantasias em ações. Quanto à conduta sexual, as diferenças mais significativas que se registram entre menores delinqüentes e menores neuróticos dizem respeito às perversões manifestas, mais comumente observadas naqueles. No referente à formação da personalidade, o que se aponta com mais freqüência nos delinqüentes é a distorção do superego.
De ordinário, os menores delinqüentes sofrem pressões ambientais mais traumatizantes que os neuróticos. E ainda ressalta o fato de terem passado, muitas vezes, um bom tempo de sua infância recolhidos a instituições, do gênero reformatório. Os neuróticos provêm de lares que aparentam uma relativa estabilidade, enquanto, entre delinqüentes, o habitual é que provenham de lares totalmente destruídos. Os pais de menores delinqüentes dão mostras de instabilidade temperamental ou mesmo de tendências ou atuações anti-sociais francas. Os pais de crianças rotuladas como neuróticas são em geral neuróticos manifestos. Os laços emocionais entre filho e pai, entre filho e mãe, assim como os dos pais entre si, são de hábito conturbados no caso de delinqüentes, muito mais do que nos lares de onde provêm os jovens obsessivos fóbicos. Curiosamente, porém, assinalam alguns autores, não se verificam diferenças de vulto no trato entre os irmãos, quer consideremos um ou outro dos grupos comparados.
A conduta leviana, incoerente, dos pais, influi de modo nocivo na estruturação da personalidade da criança que poderá vir a ser um psicopata delinqüente. Também importa mencionar aqui a proporção de menores perturbados da conduta que foram amamentados pela mãe é insignificante e, quando o foram, o desmame se deu precocemente. Com os conhecimentos que possuímos hoje acerca da formação da personalidade, é fácil compreender que esses fatores negativos estão no núcleo dinâmico e genético do problema que ora nos ocupa. A base de toda a situação psicopática-delinqüente é um impulso, devido à carência das funções de adaptação aloplástica do ego. Entretanto, como a confusão é freqüente, importa salientar que impulso e compulsão são diferentes. A compulsão caracteriza o ato obsessivo, mandato interior para fazer algo sentido como desagradável, por doloroso, cruel ou repugnante. Na prática clínica, os atos compulsivos podem às vezes com fundir-se com os impulsos, principalmente se estes estão sobrecarregados de culpa.
A delinqüência, que se impõe como expressão mais ostensiva da psicopatia, é um transtorno psíquico essencialmente evolutivo, que atinge o processo de personificação. Em conseqüência, há um déficit do sentido de realidade, de sentimento de identidade, da noção do esquema corporal e da capacidade de síntese do ego. A adaptação à realidade, não obstante a fachada de lucidez, é uma pseudo-adaptação, decorrente da falta de integração adequada no nível afetivo e da inaptidão a aprender com a experiência. E sobre isso somem-se as deficiências de abstração, o que leva o psicopata delituoso a incorporar experiências concretas sem seu correspondente valor simbólico. Portanto, se não vivencia o significado efetivo de muitas situações existenciais, importantes, consegue apenas verbalizar suas emoções e tem extremamente comprometido o processo do pensamento. Com efeito, pensar implica retardar a ação, esperar o momento apropriado para a gratificação desejada.
Como explicar, então, as habilidades mentais e motoras que caracterizam a maioria dos delinqüentes, a ponto de escaparem impunes de inúmeros roubos, assassínios, embustes, etc? É que, como salientou Edgardo Rolla, esse "indivíduos fizeram de sua forma de viver um tipo de especialização da coordenação motora estriada, e conseqüentemente da coordenação do pensamento, que lhes permite cometer com o máximo de impunidade as ações fundamentais características do psicopata".
Acentuarei ainda que, na psicopatologia desses indivíduos, se evidencia uma outra peculiaridade do psiquismo, que é a perturbação de função sintética do ego, da qual depende a integração dos impulsos e o seu aproveitamento para o desenvolvimento da personalidade. Daí o déficit de auto-crítica, a desconsideração da realidade e a sempre possível eclosão criminosa.
Um dos aspectos do nosso tema, que talvez seja o que mais empolga no momento, é o da delinqüência juvenil cujo substrato psicopatológico pode consistir em qualquer tipo de psicopatia. Duas séries de fatores objetivos, convergindo para os sentimentos da infância e seus privilégios, de um lado, e de outro, a expectativa ansiosa do futuro, contribuem para o quadro complexíssimo que configura a crise da adolescência. Nessa crise, de ação e de expressão, o jovem corre atrás de suas definições: a sexual e a de identidade. As expressões fenomenológicas dessa etapa subordinam-se às defesas antidepressivas. Nesse jogo defensivo, recorrem à mentira, à má-fé, às identificações projetivas maciças e, mais gravemente, às crises de despersonalização. A atividade desses jovens psicopatas, que facilmente caem no delito, tanto em casa como na escola, no trabalho, nos locais de diversão, tende a ser predominantemente negativa, tanto do ponto de vista da produtividade quanto da ética. Procedem de lares carentes de figuras parentais apropriadas para uma boa identificação. São pais de caráter muito infantil, desejosos de transformar os filhos em seus protetores, nos diferentes níveis emocionais. O resultado de tal relacionamento com os pais é desastroso. Sem modelos maduros, esses jovens são capazes de desenvolver as qualidades que levam naturalmente ao equilíbrio adulto. Crescem, se é que se pode chamar a isso crescer, na dependência de mecanismos de repressão maciça e de negação dos instintos, o que os isola da realidade. Incrementando-lhes o narcisismo e as fantasias de onipotência, fonte de suas defesas antidepressivas. Como lhes faltam pais para uma relação interpessoal salutar, tampouco podem adquirir confiança em si mesmos, o que constitui um pré-requisito indispensável para desenvolver o espírito de independência e socialização. É que não puderam tornar próprios, assimilados, os controles externos. E mais, para neutralizar a angústia que lhes provoca essa impotência, negam seu valor como norma de vida. Tudo isso interfere negativamente na compreensão da realidade, que tentam manejar magicamente. O fracasso dessa defesa tem uma das primeiras manifestações na ansiedade que lhes provoca a escolha profissional, devido à incapacidade para renunciar. Escolher então assume o significado, não de aquisição, mas de perda de algo. Muitas de suas ações agressivas tomam aspectos de substitutivos de sintomas psíquicos. Haja vista a esfera de genitalidade. Como a conduta genital se expressa em todas as atividades, o fracasso de identidade sexual no psicopata manifesta-se em todos os campos da conduta humana.
A delinqüência exprime o distúrbio da personalidade resultante do conflito crônico com os pais, com as pessoas que são ou representam autoridades, com a sociedade em geral. O comportamento desses indivíduos atesta o fracasso mais flagrante da luta defensiva contra os impulsos, contra as premências reivindicantes.
A pesquisa das raízes do verdadeiro sentido desse distúrbio do existir levou os estudiosos do assunto a considerá-lo multidisciplinar, epigenético. Portanto, será um enfoque errôneo pôr demasiada ênfase num só fator dominante da personalidade delituosa. As séries complementares do desenvolvimento dos indivíduos - instintos, família, costumes comunitários, sistema sócio-econômico - todos amalgamados determinam vicissitudes de caráter e de conduta dificilmente reversíveis. Temos aí, referidas de relance, as ciências básicas do homem: a Biologia, a Psicologia, a Ecologia, a Antropologia, e a Sociologia. Quando ocorre uma falha na interação dessas séries complementares, o que pode sobrevir é o transtorno no engajamento pessoal, dificultando a colaboração coletiva a favor das transformações do ambiente, que se faz através das influências renovadoras. E então o indivíduo - ante a angústia de sentir-se ameaçado de marginalização, se a comunidade o abandona impiedosamene à sua imaturidade psicológica, deixando-o entregue à indigência de seus recursos naturais de aprendizagem para a vida - ou reagirá destrutivamente contra a sua organização comunitária ou se retrairá como unidade social e se apagará no autismo. Noutras palavras: ou se extravia no crime, ou se desagrega na psicose.

Dra Claudia ChangLuciana PepinoEndocrinologia Atual
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Acesse os posts do Blog da Dra. Claudia Chang
Voc?abe como os agrot?os podem influenciar no sistema end?no?
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 Para saber mais sobre o assunto clique na imagem abaixo e veja a entrevista da Dra. Claudia Chang sobre Desreguladores End?nos concedida ao Programa Vida Plena. (Clique aqui e confira a mat?a completa).
 Endocrinologista critica proibi? de emagrecedores.
 
 A Anvisa (Ag?ia Nacional de Vigil?ia Sanit?a) optou por retirar do mercado medica?s pertencentes ?lasse dos anfetam?cos (femproporex, mazindol e anfepramona) e pela perman?ia (embora com uma s?e de restri?s) da sibutramina. (Clique aqui e confira a mat?a completa).
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ANVISA pro? mamadeiras com Bisfenol em 2012
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 A partir do dia 1º de janeiro de 2012, est?roibida a venda de mamadeiras ou outros utens?os para lactantes que contenham a subst?ia Bisfenol-A (BPA). A determina? ?a Ag?ia Nacional de Vigil?ia Sanit?a (Anvisa) e baseada em estudos que apontam poss?is riscos decorrentes da exposi? ao BPA. (Clique aqui e confira a mat?a completa).
 OMS indica que popula? deve consumir 12 quilos de peixe por ano.
 
 Cada brasileiro comeu em m?a 9 quilos de peixe em 2009, um aumento de quase 40% em rela? ao consumo verificado em 2003 (6,46 quilos), fazendo o Pa?se aproximar do patamar de consumo considerado ideal pela Organiza? Mundial de Sa?(OMS), que ?e 12 quilos por habitante/ano. (Clique aqui e confira a mat?a completa).
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Sobre o Victoza
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 Em virtude da reportagem da Revista Veja desta semana, em apenas dois dias, v?os pacientes entraram em contato no consult? solicitando informa?s sobre uma nova medica? utilizada para diab?cos que teria efeito potente para emagrecer: o victoza cuja subst?ia qu?ca ? liraglutida. (Clique aqui e confira a mat?a completa).
Por que parar de fumar leva ao ganho de peso?
 
Quando se avalia os efeitos mal?cos do fumo n?h?uvidas quanto a necessidade de cessar tal habito. Contudo, h?empre uma duvida constante quanto ao ganho de peso relacionado. Abaixo algumas pontua?s da m?ca endocrinologista Dra Claudia Chang, doutoranda em Endocrinologia da USP, Coordenadora e Professora P?radua? do Instituto Superior de Medicina sobre o assunto: (Clique aqui e confira a mat?a completa).
Por que parar de fumar leva ao ganho de peso?
Caf?Bandido ou Mocinho?
 Caf?Bandido ou Mocinho?
 
 Produto com a cara do Brasil, o famoso cafezinho tornou-se s?olo de boa educa? ao anfitrionar as pessoas em casa.
Al?do gesto de boa educa?, a bebida possui sabor e aroma caracter?icos, que agradam o paladar dos mais exigentes. (Clique aqui e confira a mat?a completa).
N?perca em breve post sobre altera?s do sono e ganho de peso.
DRA CLAUDIA CHANG
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